Orquídea Phalaenopsis
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   Conheça um pouco sobre a Orquídea Phalaenopsis

 

Orquídea Phalaenopsis

 

O genero Phalaenopsis foi criado em 1825 por Karl Ludwig von Blume , ela foi batizada com esse nome a partir de duas palavras gregas “phalaina” (falena, mariposa) e “ópsis” (visão, ação de ver). Segundo Karl suas flores aparecem com as asas de mariposas. Na época em que o estudo foi feito o exemplar utilizado na pesquisa foi da espécie Phalaenopsis amabilis, descrita algum tempo antes (1741 e 1750) pelo botanista holandês Georg Ebehard Rumpf (ou Rumphius).

    No gênero Phalaenopsis estão catalogadas cerca de 50 espécies, a maioria epífita e ocasionalmente litófitas, distribuídas por toda Ásia tropical, sudeste da Índia e Nepal, Nova Guiné, norte da China, Taiwan e Austrália, mas é nas Filipinas que está concentrada maior riqueza de espécies nativas.

    A planta é originária de países da Ásia (Filipinas, Indonésia, Malásia, Sumatra, China e Taiwan). Seu habitat natural é nas florestas tropicais, em troncos de árvores onde se agarra através das raízes (é epífita), protegendo-se do sol forte e da luminosidade excessiva e beneficiando da umidade própria do ambiente, absolutamente necessária para o seu desenvolvimento saudável. Se pretender plantar a sua orquídea num tronco de árvore, faça-o quando não tiver flores e coloque-a no lado onde pegue menos sol ou mesmo sol nenhum, e no inverno terá de ser protegida com uma “tenda” têxtil para que não sofra com o frio em excesso.

Características da orquídea Phalaenopsis:

Apresentam caule praticamente nulo, com folhas largas e suculentas onde é armazenado sua reserva nutricional; é monopodial, de crescimento sucessivo, possui raízes longas, grossas e flexíveis. Sua floração ocorre a partir de uma haste que parte de seu caule e desenvolve suas flores no decorrer da mesma.

A orquídea Phalaenopsis e o Substrato:

O substrato da orquídea pode ser composto por:

Casca de pinus: é um excelente substrato, mas deve se optar por cascas de tamanho médio ou grande, as pequenas retém muita umidade, o que pode prejudicar as raízes da sua Phalaenopsis.

Palha de fibra de coco: É o mais encontrado nas lojas, mas você precisa estar atento se ele é livre de resina, pois a mesma prejudica o desenvolvimento das raízes, pois  elas não conseguem se fixar no substrato. No caso de placas e vasos de fibra de coco, é recomendado que ele fique imerso na água por 15 dias, para retirar o excesso de tanino.

Pedra brita: É indicada para drenagem. O ideal é colocar de 2 a 3 dedos de pedra no fundo do vaso e só depois colocar o substrato. Isso ajudará a eliminar o excesso de água.

Semente de açaí:  Também usada como substrato, pois apresenta baixa retenção de água. É importante fever as sementes por 10 minutos para esterelizá-las e evitar que germinem. Também é necessário lavá-las para retirar todo o pó que apresentam.

Orquídea Phalaenopsis e local para cultivo:

É ideal para cultivo em ambientes fechados ou apartamentos, desde que o local tenha ventilação natural e principalmente boa luminosidade indireta e esteja exposta a um mínimo de luminosidade solar filtrada entre 7 e 9 horas da manhã, ou das 16 horas até o anoitecer. Resolve-se isso colocando seu vaso sobre aparadores junto de janelas. No habitat de origem, as Phalaenopsis vegetam em baixas altitudes de florestas tropicais asiáticas, onde a temperatura média diurna varia entre 28 e 35º C e a está noturna na faixa dos 20 a 24º C, sob luminosidade natural filtrada pela copa das árvores, sem incidir diretamente nas folhas, a não ser a luz ainda fraca do amanhecer ou anoitecer. Baseado nisso fica mais fácil seu cultivo em interiores ou exteriores.

Rega e adubação:

A orquídea Phalaenopsis, como a maioria das orquidáceas, se desenvolve bem com boa umidade no substrato em vaso ventilado (vasos com furos nas laterais, mas nunca encharcado). Regas uma vez ao dia, preferencialmente no amanhecer ou entardecer, quando os estômatos (micro orifícios localizados na parte de baixo das folhas) das folhas estão abertos e receptivos a nebulização úmida do ar.

Para evitar acúmulo de água na junção de suas folhas, o ideal é cultivar a planta um pouco inclinada, principalmente nos casos em que se tenha muitos vasos, regando-os com esguicho ou aspersores.

Na adubação de manutenção e crescimento há quem faça o uso de adubo cristalizado solúvel em água e que deve envolver além dos micronutrientes já incorporados na fórmula química, os macronutrientes N-P-K na proporção 10-10-10 ou 20-20-20. Para floração a composição muda para reforço maior em Fósforo (P) e um pouco mais de Potássio (K na fórmula 10-30-20. Se na região onde você reside não tem a fórmula com esses valores exatos, compre o que encontrar, desde que tenha proporção parecida ainda que apresente esses números reduzidos (que é o que maisencontramos no interior do Brasil nas lojas de jardinagem ou produtos agropecuários).

Adubação orgânica composta pela mistura de torta de mamona substituindo o Nitrogênio (ureia) a farinha de osso ou de ostras substituindo o Fósforo(P) e cinzas de madeiras diversas no lugar do Potássio (K), são excelentes variantes de adubação para orquídeas. Apesar de orgânico, esses componentes devem ser usados com a mesma cautela ou cuidado quando usamos adubação química, tendo em consideração que o ideal é usar em quantidade mínimas ou homeopáticas a fim de evitar danos à sua planta.

Floração e novas mudas:

A Phalaenopsis apresenta flores vistosas, coloridas, que variam do branco ao vermelho, passando pelo amarelo, creme-esverdeado, roxo, estriadas e incontáveis nuances de cores, pintalgadas ou não, principalmente nas espécies híbridas, plantas mais usadas para embelezar interiores.

São sempre trilobadas e podem apresentar diferenças de forma, considerando a origem de sua origem genética nos cruzamentos. Apesar da exuberância de suas florações seu perfume, se existir, é praticamente nulo.

As orquídeas Phalaenopsis costumam nos presentear com uma nova floração na mesma haste floral onde tenha tido floração anterior, soltando nova inflorescência nos nódulos velhos (ou gemas), por isso, mesmo depois da floração recomenda-se não cortar a haste até que ela esteja totalmente ressecada.

Em algumas situações a planta pode desenvolver nesses nódulos velhos, novas mudas. Alguns orquidófilos após a floração anterior, costumam medir cerca de um palmo (cerca de 22 cm) na haste floral a partir da base da planta, cortando ali. Em seguida cauterizam o corte com uma colher quente e/ou passam pasta de canela em pó úmida evitando germes oportunistas como fungos e bactérias.

Nesse pedaço de 22 cm de haste que ficou na planta costuma nascer outra haste floral.

Borrife solução de água filtrada com complexo vitamínico B ou hormônio enraizador

(tiamina de boro ou 2 comprimidos de BENERVA esmagados e dissolvidos num litro de água e ácido giberélico). Com o tempo poderá surgir novas mudas nos nódulos dessa haste. Somente destaque as novas mudas quando estas estiverem com as folhas duplas crescidas e apresentando enraizamento, replantando-as.

Muitos orquidófilos usam canela em pó colocada na palma da mão e soprando-a sobre as raízes das Phalaenopsis, visando proteção contra fungos e bactérias, e afirmam que obtêm melhor floração com a planta mais saudável.

Cuidados com a Orquídea Phalaenopsis:

A Orquídea Phalaenopsis tem a sua origem nas matas densas da Ásia tropical e como tal gosta de áreas sombreadas. Porém, ainda sim tem grande capacidade de adaptação a momentos curtos de forte insolação. Em geral esse tipo de planta consegue suportar por certo tempo a incidência direta do sol sem que isso traga colapsos para os seus tecidos ou queima de folhas.

Porém, é importante que exista um sombreamento de mais ou menos 50% a 70% que tenha picos de 40% a 80%. Isso facilita bastante o cultivo e o crescimento saudável dessa planta. É interessante que os ambientes interiores contenham a luminosidade necessária para a planta.

Para quem vai cultivar essa planta dentro de casa a dica é fazê-lo perto de uma janela ou então numa varanda ou terraço. Escolha ambientes que tenham um pouco de sombra, mas com luz solar incidente em algum momento do dia. Dê preferência pela incidência fraca do sol da manhã ou mesmo do fim da tarde.

Atente-se na temperatura das folhas quando o sol estiver incidindo sobre as mesmas. Se a temperatura da folha estar muito quente até mesmo para tocá-la é necessário cuidar e retirá-la do sol por um momento. Se a temperatura não estar adequada mude a sua Orquídea de lugar. Muito calor faz mal para a sua planta e pode queimá-la, note isso.

Floração das orquídeas Phalaenopsis:

As flores da Phalaenopsis chegam a durar 3 meses, ao contrário de outras que duram dias ou poucas semanas.

A floração ocorre mais na época do inverno, a queda de temperatura induzirá a formação da haste floral, mas como o ser humano adaptou ambientes e espécies para ter florações durante o ano todo, a sua orquídea pode florescer em outras épocas.  É comum ver Phalaenopsis com duas ou três florações durante o ano.

 

Como podar as orquídeas Phalaenopsis:

Corte ou pode sua orquídea apenas para retirar flores murchas, folhas mortas, secas ou com doenças e as hastes florais já secas.

Utilize preferencialmente uma tesoura de jardinagem pequena e bem afiada, sempre esterilizada com fogo a cada novo corte para evitar contaminações.

Evitando doenças em orquídeas Phalaenopsis:

Sempre que utilizar qualquer tesoura na orquídea, é importante esterilizá-la em fogo até que o metal fique com a cor alaranjada ou deixando na água sanitária pura por 25 minutos. É preciso esterilizar o material sempre de uma planta para outra, pois desta forma você evita o transporte de doenças e fungos.

O substrato deve ser de boa procedência e sempre deve estar escrito esterelizado no rótulo, pois substrato sem esterelização, facilita a entrada de doenças pelas raízes da planta e a maioria destas não tem cura.

Deixe um espaçamento entre as suas orquídeas, 20 cm é o ideal, assim, uma praga ou doença não passará de uma folha para outra.

Propagação:

A Phalaenopsis propaga-se através de novos pés que vão surgindo nas hastes (keikis). Retiram-se as novas pequenas plantas quando as raízes têm cerca de 5 a 7 cm, com cuidado para não danificar a planta mãe e se transfere de preferência na primavera, logo após a floração, para um novo vaso. O substrato utilizado deve ser poroso de forma a permitir a aereação e a não compressão das raízes. Sendo epífita, as raízes só necessitam do solo para se agarrarem e não devem ficar sufocadas.

Habitualmente numa planta madura a mudança do substrato faz-se de dois em dois ou de três em três anos. Em geral quando as raízes se decompõem ficam castanhas ou pretas, sinal de que o substrato está esgotado e que é necessário mudar a planta para outro vaso com novo substrato. É possível deixar mais do que um pé no mesmo vaso, desde que se confirme que as raízes estão vivas e sãs. Este aspeto é reconhecido pela cor das mesmas: se estiverem cinzentas, claras ou verdes, estão sãs. Se estiverem pretas, secas e castanhas, estão mortas.

Para substituir o substrato, vira-se o vaso de cabeça para baixo segurando a planta numa mão por cima de uma superfície limpa onde se vai trabalhar. Cortam-se as raízes mortas com cuidado depois de retirado todo o substrato com uma mão, enquanto com a outra se segura a planta, e coloca-se a planta já limpa das raízes velhas noutro vaso com novo substrato. Pode-se puxar pedaços do substrato, cascas e torrões que fiquem agarrados às raízes, desde que se faça com cuidado não danificando as raízes boas que têm em geral a pontinha verde ou cinza claro. Quando se coloca a planta no novo vaso, deita-se primeiro metade de seu substrato, espalham-se as raízes regularmente por cima e cobre-se o resto com mais substrato, tendo o cuidado de calcar para que a planta fique segura (a firmeza é essencial para que a Phalaenopsis se sinta bem dentro do vaso), de modo a que a junção das raízes com as folhas se situe ligeiramente acima da superfície do substrato. Para as plantas menores deve utilizar-se um substrato mais fino, enquanto que para as plantas maiores pode ser utilizado um substrato mais graúdo.

Conheça as Orquídeas Colombianas 

 

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